Aula 5 - Makário

 Segundo Bin e Castor (2007),  o processo orçamentário é concebido com o pressuposto de ser realizado sob preceitos racionais instrumentais e tem a possibilidade de imprimir um comportamento mecanicista aos processos organizacionais. Contudo, há uma dimensão política que deve ser considero quando o orçamento é colocado em prática, o que gera distorções consideráveis sob a ótica racionalista.  

Em sua opinião, o orçamento brasileiro, ainda que haja um vasto arcabouço normativo que o instrua, é visto pela população como um processo racional?

Comentários

  1. Makário,

    Acredito que não. Entendo que ele seja visto apenas como moeda de troca, sem se preocupar com os reais interesses da população. No meu ver, a dimensão política é dominante, cada um tentando resolver seu problema pessoal de acordo com suas preferências. Porem, com o aumento do poder de influência da população com o uso de redes sociais e outra mídias, acredito que alguns fatores de racionalidade possam estar sendo inseridos no processo orçamentários que é cada vez mais escrutinado pela sociedade.

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  2. Boa tarde, Makário!

    Creio que a problemática vá ainda além de a população ver como racional ou não. Na verdade, minha percepção é de que a população não tem o mínimo conhecimento de como funciona o processo orçamentário no País. Será que o grosso da população entende de fato como se dá a elaboração do PPA, LDO e LOA? Será que entende os papéis do executivo, legislativo e judiciário em tais elaborações? O excesso de normas no País tem o aspecto negativo de tornar complexo o perfeito entendimento de como tudo funciona. O cidadão brasileiro não tem conhecimento de estrutura estatal, o que é até justificável pela complexidade de nossos sistemas.

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  3. Olá Makário,

    Acredito que a dimensão política é mais percebida do que a dimensão racional. Tanto na tomada de decisão como na execução.

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  4. Makário, bom questionamento!
    Creio que a população, em geral, dá pouca atenção ao orçamento público, portanto, não o considera um processo muito racional, mas extremamente político. Percebo que a atenção a essa matéria acaba ficando bastante restrita a servidores e setores civis que possuem mais interesses diretamente ligados à pauta. No entanto, também percebo um esforço de alguns em tornar isso mais palatável e interessante de forma mais abrangente. Vários estados têm empreendido esforços de apresentar orçamentos (LOAs) mais realistas, muitas vezes deficitários. A gestão atual da Secretaria da Economia de Goiás tem feito um trabalho nesse sentido. Espero que, com o tempo, a população assuma mais responsabilidade em fiscalizar e acompanhar a execução de tais peças legais.

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  5. Makário,

    Creio que não. No meu entendimento, a população em geral não entende das especificidades técnicas da elaboração e execução orçamentária, e mesmo os que entendem, enxergam fatores políticos como predominantes na forma como o dinheiro público é gerido.
    Fatores políticos existem de fato, e são de certo modo necessários, porém, a falta de conhecimento popular, aliado a uma propaganda politica que busca favorecer a imagem de alguns políticos como salvadores da pátria, geram esse cenário de confusão sobre como realmente orçamento funciona.

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