Aula 01 - Bruno

Olá pessoal! Ao ler o artigo "Para onde vai a Administração?", de Idalberto Chiavenato, achei interessante e, dada nossa situação atual, até premonitória a afirmação:
O planejamento estratégico precisa levar em conta a nossa capacidade de monitoração externa, como um radar panorâmico para vislumbrar o contexto exterior e permitir uma adaptação organizacional rápida, contínua, integrada e ágil, se possível em tempo real, para fazer frente a tamanha turbulência que virá pela frente
(o texto foi publicado em 2017). Ainda neste sentido, também destaquei a seguinte frase, do mesmo estudo:
Administração não é feita somente de ferramentas, pois elas são superadas, se transformam, são alteradas todo dia. O que precisamos mudar é a cultura das organizações, a maneira de perceber e a estrutura de pensar.
Procurando fazer um link com a realidade da Administração Pública brasileira e goiana, considero que fomos lentos na preparação para uma realidade de quarentena, quando ela se delineava a olhos vistos desde o início do ano e foi implementada em meados de março/2020, com a escalada dos casos de Covid-19 no Brasil. Boas práticas de nações que se preparam melhor deixaram de ser adotadas. Neste contexto, vocês acreditam que os gestores locais dos departamentos públicos que vocês estão inseridos poderiam ter lidado melhor com a crise, seja na hora de decidir em como e quando e quais colaboradores dispensar, na adaptação ao trabalho remoto, ou outros aspectos?

Comentários

  1. Olá Bruno.

    Penso que o surgimento de uma situação nova e emergencial, demonstra a dificuldade das instituições públicas em monitorar contextos externos e construir adaptações organizacionais de forma ágil. De um modo geral, as instituições dependem muito de algum decreto ou ordem superior para iniciarem algum processo de reorganização. Por outro lado, as instituições foram se organizando ao longo dos meses. No caso do IFG, percebo que, ainda que de maneira não tão ágil, muitas soluções foram sendo pensadas e implementadas, demonstrando boa capacidade de adaptação.

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  2. Oi Bruno, acredito que houve falta de planejamento em todos os níveis, federal, municipal, e no estadual, onde trabalho. O teletrabalho foi implantado de forma improvisada e repentina, e embora hoje ocorra de forma eficiente, a transição poderia ter sido melhor conduzida. Acredito que um dos legados dessa pandemia será mostrar que o trabalho remoto é viável e produtivo, passado o susto inicial, creio que novas ferramentas continuarão a ser desenvolvidas para facilitar essa forma de trabalho.

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  3. Acredito que apesar de termos exemplos externos do que poderia ser feito, ninguém quis assumir a responsabilidade diretamente e ficou esperando alguém hierarquicamente superior se pronunciar. O problema é que essa espera acabou chegando ao mais alto escalão que por sua vez não soube responder corretamente e não quis escutar sua equipe, politizando a situação.
    Como consequência, além de ações tardias, temos ações descentralizadas e distintas, cada fazendo o que acha certo e sem coordenação. Somente com o tempo que atingimos um certo nível de conhecimento de como e o que fazer.

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  4. De fato, a Administração Pública não me parecia preparada para enfrentar uma circunstância que demandasse trabalho remoto, situação que já acontece em muitas grandes empresas e já é tendência no mundo. Acho que falta um pouco de confiança na equipe e maturidade dos profissionais, também dos gestores de saberem o que cobrar, como cobrar resultados..... Uma grande parte da Administração ainda está preocupada com a presença física do servidor na ‘repartição pública’, e não com os resultados, com as entregas em dia, com qualidade, sem erros, sem multas, dentro do prazo.... Foi preciso que uma pandemia pegasse todos despreparados (lá onde eu trabalho foi assim) para demonstrar ao Estado a enorme quantia de 40 milhões de reais economizados no segundo trimestre de 2020* com servidores trabalhando em home office, e com a demanda sendo praticamente toda perfeitamente atendida, salvo alguns serviços que necessitam de atendimento ao público... Provavelmente não voltaremos todos ao trabalho como antes, já que os gestores vislumbraram essa possibilidade, ainda com uma economia gigantesca para os cofres públicos. Mas é exatamente o que contém esta frase “O que precisamos mudar é a cultura das organizações, a maneira de perceber e a estrutura de pensar.” Porque isto poderia e deveria ter sido previsto para que não precisasse haver tanto desgaste.
    (fonte: O Popular)

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  5. Olá Bruno! Vejo que o Brasil perdeu mais uma chance de se planejar e usar bons exemplos para sair dessa de forma rápida e com menos perdas. Acredito que na espera por ordens "superiores" do governo federal as outras esferas tiveram que agir, mas sem conseguir se organizar bem. Na UFG, por ser uma instituição de ensino e ter tido logo a suspensão das aulas, os servidores em sua maioria foram liberados para o trabalho remoto, naqueles serviços essenciais trabalharam por rodizio. No início o trabalho remoto foi tumultuado, hoje, quase 6 meses depois, consigo ver que evoluiu muito e espero que seja uma tendência. Particularmente, meu trabalho rende muito mais em casa e tenho mais qualidade de vida (não perco mais de 1 hora no ir e vir, me alimento melhor, etc).

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