Aula 1 - Paula Palmerston

 

Olá colegas!

As teorias da Administração mais recentes são como que aperfeiçoamentos das primeiras, e complementam seus conceitos, com a evolução das organizações e do mundo, a crítica que uma faz à outra gera um pensamento mais complexo que agrega valor e moderniza suas aplicações. A Teoria das relações Humanas surgiu numa época de necessidade de humanizar a Administração e em que as ciências humanas estavam em desenvolvimento. Ela uniu as ‘tarefas’ de Taylor com a ‘estrutura’ de Fayol, levando, então, em consideração o indivíduo como quem utiliza/integrante destas estruturas, adaptando as pessoas ao trabalho e o trabalho às pessoas.

Para essa escola, que dá uma profunda ênfase nas pessoas, elas são motivadas pela necessidade de serem reconhecidas, de aprovação social e participarem nas atividades, deixando o fator econômico para segundo plano.

Como vocês sentem que se dá a motivação dos servidores nos órgãos públicos que vocês conhecem? As pessoas ficariam satisfeitas com reconhecimento e em poderem participar das discussões, (e esse reconhecimento realmente acontece)? Ou é necessária uma recompensa em dinheiro (econômica) para que se sintam realmente motivados?

Comentários

  1. Paula, eu acredito que as duas coisas devem caminhar juntas. Com toda certeza, um servidor quer ser reconhecido pelo que faz e esse reconhecimento se dá pelo prestígio, que podemos chamar de capital social, mas também pelo capital financeiro. Acredito fielmente que uma boa gestão alia essas duas coisas, pois o reconhecimento é importante para o ser como individuo e o capital financeiro também influencia, na medida em que permite que essa pessoa realize sonhos e vontades pessoais. Percebo que tem gente que ganha bem e não se sente parte de onde atua e temos aí profissionais que fazem o mínimo possível. Por outro lado, temos pessoas que acham que não ganham tão bem e também não se sentem parte.
    Mas, há ainda um outro grupo que são de pessoas que se sentem reconhecidas e que com isso, na minha visão, adquirem mais possibilidades de terem mais ganhos financeiros por se comprometerem mais com o órgão e a gestão.

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  2. Olá Paula,

    Acredito que quem prestou concurso para um cargo público já o fez sabendo os aspectos financeiros (salários, progressões, aposentadoria, etc) e portanto eu descartaria a recompensa econômica como um fator motivacional (foi motivação para entrar, mas uma vez dentro, você é bem limitado em termos de outras recompensas financeiras). Acredito que no nosso trabalho, o maior fator motivacional é saber que você esta ajudando tudo a funcionar. Quando você é chamado para participar das decisões é um bônus motivacional extra e ser reconhecido é a utopia no nosso sistema atual. Eu particularmente fico motivacionado com a possibilidade de estar sempre aprendendo coisas novas na área que atuo e também de saber que, apesar da fama do serviço público, prestamos um serviço de qualidade superior aos nossos "clientes".

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  3. Oi Paula!

    Compartilhando sensações pessoais, construídas ao longo de 13 anos de experiência na Administração Pública Estadual, considero que, erroneamente, utiliza-se quase que unicamente o reconhecimento financeiro como ferramenta de motivação dos servidores. Tal processo, muitas vezes, acaba por desmotivar os outros colegas que não conseguem o mesmo "reconhecimento". Neste sentido, creio que há MUITO espaço para a implementação de uma gestão muito mais moderna dos servidores estaduais, por meio de teorias como a das relações humanas citadas por você. Certamente uma cultura em que o reconhecimento se desse por meios não financeiros, mas também no cotidiano do desenvolvimento das atividades, com envolvimento na cadeia decisória. Por já ter participado de equipes em que isso ocorria e também de outras em que não ocorria, sei que existem outras formas de se conseguir satisfação no trabalho que não exclusivamente a financeira, apesar de essa ser também relevante.

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  4. Paula, tenho muito interesse no seu tema, sendo inclusive o tema da minha dissertação. No órgão em que trabalho a motivação é apenas econômica, pois leva em conta apenas o tempo de serviço do servidor. Ou seja, com o passar do tempo o servidor ganha aumento automaticamente, sem que tenha incentivos para se aperfeiçoar. Acredito muito no potencial dos servidores públicos, mas ao mesmo tempo desacredito muito da capacidade atual do Estado de motivar tais servidores. Sem dúvidas é motivador receber mais a partir do momento que o serviço prestado é melhor, porém isso só motiva até certo ponto, sendo necessários novos fatores motivacionais a partir daí.

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  5. Paula,

    A questão que você coloca é muito interessante. Segundo a Teoria dos 2 Fatores de Herzberg, o lado financeiro não é fator motivacional e sim higiênico, (ou seja, causa desmotivação quando não é atendido, mas não causa satisfação quando atendido). Portanto, para que ocorra motivação do servidor é necessário que fatores motivacionais estejam presentes, como por exemplo, consideração pelos seus esforços e possibilidade de realização e desenvolvimento no local de trabalho. No meu entendimento, a gestão da satisfação do servidor público como um todo ocorre de modo equivocado, não existindo muitos esforços em tornar o ambiente de trabalho um lugar motivador, e quando ocorrem, se dão sem o embasamento necessário. Geralmente, na administração pública não se valoriza as contribuições do servidor de maneira adequada, existindo pouco reconhecimento ou recompensas por atitudes pró ativas e criativas.

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