Aula 01 - Santiago Francisco

Boa noite, colegas. Gostaria da contribuição de vocês na seguinte reflexão:

teoria das expectativas reconhece a importância de várias necessidades e motivações individuais. Evita, assim, algumas das características simplistas das abordagens de Maslow e Herzberg. Parece mais realista. Ajuda a harmonizar a meta individual com os objetivos organizacionais. E é consistente com o sistema de gerenciamento objetivo. 
Outro aspecto importante dessa teoria é que ela entende as diferenças subjetivas que causam diferenças na motivação de diferentes indivíduos. 

Feita essa consideração, vocês acham que haveria espaço na administração pública para se considerar os anseios pessoais dos servidores sem ferir o princípio da isonomia? 


Comentários

  1. Santiago, eu acredito que esse caminho é inevitável. Assim como aconteceu nos EUA, o Brasil "pode" caminhar para um cenário onde o serviço público é a última opção das pessoas, muito em função desse atraso na gestão de pessoas. Acredito que a administração pública está começando a entender que para reter bons talentos, é preciso considerar o indivíduo e sua especificidades. Entender o que motiva um servidor, é o caminho para colocar ele em funções e cargos que possam explorar todo o seu potencial e portanto, satisfazer suas expectativas. Ao meu ver, se conseguirmos ter ferramental para dar essa oportunidade para todos, o princípio da isonomia se mantém intacto. Percebo que o forte controle da administração pública, com regras muito claras pode ser visto como algo positivo em comparação as instituições privadas para a execução dessa teoria.

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  2. Olá Santigo, boa pergunta.
    Acredito que sim, poderiam ser mais considerados os anseios dos servidores sem quebrar a isonomia prevista em lei, uma vez que nem todos possuem os mesmos desejos e não há necessidade de atender pedidos que possam comprometer os serviços prestados.
    Falta, ao meu ver, maiores estudos sobre como os servidores gostariam de atuar, organizar suas tarefas e receber feedback de suas ações. Muitas mudanças simples, mas com grande impacto para qualidade de vida dos servidores, poderiam ser postas em práticas sem prejuízo para a administração pública, e em muitos casos com ganhos de produtividade.

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  3. Olá Santiago!
    Acredito que os órgãos públicos já começam a ser vistos pela Administração como empresas que tem clientes que devem ser bem atendidos e ter seus problemas resolvidos. Eles tem que oferecer serviços de qualidade, ser menos ‘burocráticos’ para atender bem aos interesses do público. Para que isso aconteça, é clara a necessidade de servidores engajados, qualificados e motivados a darem seu melhor na prestação de seus serviços. Por isso, também acho que a está começando a haver uma mudança na forma como a gestão de pessoas lida com estas questões. Concordo também que essas ações de consideração aos anseios dos servidores não quebrariam a isonomia, já que um não tem as mesmas necessidades que o outro, e que tudo tem que ser pensado sem que se prejudique os objetivos da organização, em primeiro lugar.

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  4. Olá Santiago,
    Sendo fiel ao meu post e até onde vimos na matéria, acho complicado a utilização de modelos mais humanistas na administração pública. Considerando que todos tem os mesmo direitos e pagamos os mesmo impostos, não poderia haver atendimento personalizado a nenhum cidadão de modo que outro se sinta prejudicado. O mesmo deve valer para os funcionários onde tratando um de modo diferente, outro pode se sentir prejudicado. Não considero o Governo uma empresa que tenha que atuar como empresas do mercado livre e precisa conquistar clientes e satisfazer os funcionários. O Governo presta um serviço que todos pagam e todos tem que receber exatamente a mesma qualidade para que ninguém fique prejudicado. É meio triste essa mecanização (ainda não pensei em uma solução), mas não significa que o serviço precise ser ruim, mas apenas padronizado.

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  5. Oi Santiago!

    No meu entender, mais que compatível com a Administração Pública, considerar os anseios e aptidões pessoais de cada servidor é um passo necessário que deverá ser tomado caso se deseje alcançar melhores índices de eficiência no setor público. As Teorias Administrativas parecem ter evoluído de primeiro desconsiderar as individualidades de cada um para atualmente perceber que as organizações são sistemas complexos que tanto influenciam quanto são influenciadas pela individualidade de cada colaborador. Nesse contexto, seja por aprimorar o sistema seletivo para cargos públicos (concursos) ou seja por modernizar sua estrutura (reforma administrativa), essa terá de ser uma mudança que, mais cedo ou mais tarde, precisará ocorrer. No âmbito do Poder Executivo de Goiás, podem ser citados dois exemplos de iniciativas que vão mais ou menos neste sentido. Ambas ocorridas no governo Perillo, a 1ª foi a seleção de todos os gerentes por meio de um processo que foi chamado de "meritocracia" que contava com fase de análise de currículos, provas objetivas e entrevistas. Por mais que continuassem a ocorrer nomeações por indicação ou apadrinhamento, considero que foi uma oportunidade interessante para os servidores estaduais ocuparem cargos em comissão. Outro exemplo foi a formação de um grupo que ficou conhecido como "Executivos Públicos" que foi selecionado através de um processo seletivo mais atualizado, sem provas, mas em que cada candidato deveria produzir um estudo de caso e posteriormente passar por entrevistas com a supervisão de uma empresa de consultoria. Tais servidores efetivos foram designados para gerir a carteira prioritária de projetos do governo estadual, bem como gerenciar a governança e o fluxo de informações que partia das equipes técnicas e subindo pela hierarquia até chegar ao governador em reuniões de governança. Participei deste último grupo e foi um processo muito interessante e de muito aprendizado. Creio que talvez pudessem ocorrer mais iniciativas assim, caso a cultura organizacional do setor público estivesse mais alinhada a teorias como a das expectativas.

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