Aula 1 - Makário
Caros colegas,
Uma vez que estamos estudando as teorias das organizações, proponho um pequeno debate sobre um tema correlato ao nosso estudo e também muito recente, que está causando grandes discussões não somente dentro da administração pública, mas em toda a sociedade: A Reforma Administrativa.
Partindo do ponto de vista que o atual estado da máquina pública está eivado com disfunções do modelo burocrático, antigamente tão almejado, vocês acreditam que a atual proposta da reforma administrativa será uma solução eficiente para este problema?
Prezado Makário, vejo primeiramente que o debate da reforma administrativa esta mais no plano político que administrativo/técnico. Até onde sei, as "castas" dos poderes não estão inclusos. Mas também entendo que alguns pontos, como o critério de desempenho dentro não só de regras claras, mas também alinhada aos interesses da sociedade, é benéfico. O Estado falha bastante no controle dos serviços prestados, e caso esta reforma venha combater esta "disfunção" do modelo burocrático, seria algo interessante. Outros pontos ainda não tenho plena informação para comentar. De qualquer maneira, foi uma excelente escolha de tema!
ResponderExcluirMakário, creio que o assunto deve ser bastante debatido para que a maior parte dos pontos negativos da atual administração pública sejam corrigido. Ao trabalhar na esfera federal vemos muitas dificuldades no desempenho da adminitração pública, muita coisa precisa melhorar, mas como abordado pelo Eduardo, existem grupos que na atual proposta, estão fora da "reforma" mas que precisam estar dentro.
ResponderExcluirComo disse antes, precisamos (nós e nossos representantes) discutir muito isso para que essa reforma ajude, ao fim e ao cabo, o serviço público a ser bem desempenhado.
Oi Makário! Discussão mais pertinente, impossível. Parabéns pela iniciativa. Já de cara senti que precisava ir em busca de maiores informações sobre a proposta, para conseguir emitir qualquer opinião. Em geral ficamos só com a "casca" das críticas ou apoios que se fazem na mídia e redes sociais e isso é bastante ruim.
ResponderExcluirComo o Eduardo bem apontou, parece que as classes mais bem remuneradas estão de fora da proposta (magistrados, parlamentares, militares e membros do Ministério Público). Não sei se o governo apresentou justificativas para tal decisão, mas, de acordo com especialistas, a não inclusão deles é de decisão política, já que não há proibição legal para tal inclusão. Provavelmente quer se evitar desgaste com tais classes que possuem influência jurídico-política.
Ademais, é necessária muita discussão e cautela ao se realizar tal reforma. Que ela seja necessária, é evidente, no intuito de modernizar e aumentar a eficiência da Administração Pública. Porém pontos sensíveis como a estabilidade do servidor público precisam ser entendidos em profundidade para que eventuais soluções não gerem mais problemas que vantagens. Talvez grande parte da opinião pública acredite que tal benefício não deveria existir, ao mesmo tempo em que não conhecem a realidade da "máquina pública" que tanto sofre com a descontinuidade do planejamento quando há troca dos grupos políticos nos processos eleitorais. A estabilidade serve para evitar que os chefes do Executivo tenham ainda mais poder sobre a máquina pública e acabar com essa característica pode acarretar impactos imprevistos e indesejáveis.
Assim, espera-se que tal proposta seja bastante esmiuçada, discutida e corrigida, caso necessário, nos próximos tempos.
Olá Makário.
ResponderExcluirNão acredito que essa reforma será uma solução eficiente para os problemas das máquina pública. Apesar de ser chamada de Reforma Administrativa, a proposta é apenas um conjunto de mudanças com relação à gestão de pessoas. Dificilmente alguma das medidas propostas terá impacto na maneira como a administração pública funciona.
Olá Makário, parabéns pela escolha do tema.
ResponderExcluirA intenção do governo é fazer a reforma administrativa em três fases, aparentemente, está primeira busca dar mais flexibilidade nas contratações, com a criação de um novo regime de vínculos, além do enxugamento da máquina pública, com a extinção imediata de alguns benefícios. Vejo com muita cautela a questão da flexibilidade, principalmente pela perca da estabilidade, conforme já bem colocado pelo Bruno, quanto à perca de benefícios, os "poderosos" estão de fora, então mesmo avançando, ainda restará a sensação de injustiça. A gestão de desempenho, bem lembrada pelo Luiz e a reestruturação remuneratória das carreiras, tão necessárias para evitar as distorções que existem entre os poderes, ficaram para a segunda e terceira fase da proposta.
Assim, ainda é muito cedo para acreditar que a reforma será uma solução eficiente para os problemas da máquina pública, poderá sim, avançar, mas ainda teremos muito debate pela frente.