Aula 03 - Daniel Stone

Como citado no trabalho de Michelle Ferreira, o conhecimento se amplia com a constante transformação dos conhecimento tácito em explícito e vice-versa. Essa teoria e conhecida como espiral do conhecimento e foi proposta pelo professores Nonaka e Takeuchi. Ela prevê 4 momentos de transfonação do conhecimento, conforme figura abaixo.

 

Fonte: https://cer.sebrae.com.br/espiral-do-conhecimento/
 

Sendo o conhecimento tácito aquele adquirido pela experiência ao longo da vida e considerado difícil de ser formalizado, ele é geralmente transferido via socialização.


  1. Vocês acreditam que a socialização, com esse objetivo, é incentivada nos seus locai de trabalho?
  2. Acreditam que ainda exista os funcionários que “escondem” esse conhecimento para serem considerados indispensáveis?
  3. Por fim, vocês acreditam que possa haver desinteresse em adquirir novos conhecimentos para não ter que assumir novas responsabilidades?



Comentários

  1. Daniel, vou retomar um ponto que citei no outro fórum que você criou: centralização. Muitas vezes o próprio responsável pelo setor exige que todas as atribuições passem por ele. No órgão público em que trabalho há setores que dependem da assinatura do chefe do setor superior para 90% dos atos. Ou seja, o chefe do próprio setor não tem nenhuma autonomia, mesmo que tenha mais preparo técnico do que seu superior. O primeiro ponto importante seria a disseminação da descentralização na administração pública para que a socialização dos conhecimentos tácitos traga efeitos positivos.

    Sobre o desinteresse dos servidores em adquirir novos conhecimentos, creio que é uma questão que passa diretamente pelo campo motivacional. Há no órgão incentivos para que o servidor execute esse esforço extra? Há plano de carreira ou de recompensas? Há objetividade nesses planos ou são oportunidades subjetivas e que dependem de vontade política?

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  2. Olá Daniel,

    Observando a instituição onde trabalho, percebo que a socialização de conhecimentos tácitos ocorre cotidianamente, mas não é necessariamente estimulada.

    Não observo essa atitude de 'esconder' conhecimentos, mas observo a atitude de 'não querer aprender', mantendo uma certa dependência.

    Penso resistência em assumir novas responsabilidades não está relacionada ao conhecimento a ser adquirido, mas ao receio de acumular responsabilidades.

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  3. Olá Daniel,

    Sim, percebo que está socialização ocorre em meu local de trabalho, existe uma cultura muito bacana de um colga auxiliar o outro, mas a iniciativa parte dos colegas e não necessariamente de um incentivo da organização. Já quanto à "esconder conhecimento", tivemos colegas que tinham este perfil, talvez por características pessoais mesmo centralizavam tudo o que podiam, felizmente, os colegas com este perfil foram para outros locais, permanecendo uma cultura mais democrática e participativa. Por último, o desinteresse pode sim estar ligado a fuga de novas responsabilidades, temos colegas com este perfil, que preferem o desconhecimento útil, evitando novas atribuições.

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  5. 4. Olá Daniel!
    Já tivemos bastante socialização onde eu trabalho, em outras épocas, nem tanto com esse objetivo, mas tivemos. No meu departamento uns ajudam os outros sempre que precisam sim, mas nada incentivado pela empresa, porque em outros departamentos ocorre bem ao contrário. Na empresa existem funcionários que eu conheço que escondem conhecimento e certos acessos, para se fazerem insubstituíveis ou não perderem a posição que ocupam, pelo menos pelo maior tempo possível..... E eu já vi, lá também, pessoas que não querem aprender, que é pra não ter que fazer, não ter que assinar, não ter que ser cobrado.... ficar fazendo o mesmo serviço medíocre simplesinho que sempre fez... alguns às vezes por não gostar do serviço e querer prestar um outro concurso. Em 10 anos que estou lá já vi acontecerem algumas destas situações. Por isso, acredito que devem acontecer em outros órgãos e empresas até mesmo privadas.... há muitas pessoas acomodadas. É triste, mas é verdade.

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  6. Daniel, respondendo diretamente aos questionamentos:
    1. Creio que NÃO haja uma intenção explícita, em minha organização, para a promoção de socialização para a disseminação de conhecimento tácito. Há muitas iniciativas que poderiam ser propostas, como reuniões periódicas de alinhamento, etc. Atualmente cada unidade e indivíduo fica restrito à sua realidade sem tomar tanto conhecimento da rotina dos demais.
    2. Em aspectos gerais e não necessariamente restrito à realidade da unidade atual, já percebi colegas que por se sentirem ou quererem manter-se "insubstituíveis" pareciam querer manter seu conhecimento tácito apenas para si, enxergando a chegada de novos colaboradores como uma ameaça às suas posições. Isso pode ocorrer principalmente quando há incentivos financeiros para determinadas posições dentre de uma mesma gerência.
    3. Sim, creio que por diversos motivos, os colaboradores podem perder completamente o interesse em depreender novos conhecimentos dentro da organização. Portanto, a motivação dos servidores deve ser uma preocupação constante da direção.

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