AULA 03
Referente ao estudo de caso feito por Quelhas (2016), foi verificado que o Plano de Desenvolvimento Institucional analisado conseguiu abranger os principais pontos estratégicos que uma instituição de pública de ensino superior deve buscar. Vejamos:
“1-Consolidar e ampliar a oferta de Cursos Superiores; 2-Consolidar e expandir a oferta de Cursos Técnicos; 3-Implementar programas de desenvolvimento de pessoal; 4-Implementar a pesquisa em tecnologia e em educação científica; 5-Ampliar a interação com a sociedade; 6-Expandir e fortalecer parcerias; 7-Fortalecer a formação profissional inicial e continuada de trabalhadores; 8-Aprimorar os mecanismos democráticos de gestão.”
Mais tarde o autor apresenta nos seus resultados que a percepção dos entrevistados indicaram uma falta de implantação dos objetivos apresentados. Uma causa do Plano Diretor de Reforma do Estado não ser executado com eficiência é que a Administração pública não elimina o modelo burocrático e lento por uma administração gerencial. Pode-se citar, como problemas a serem enfrentados, a resistência da maioria dos servidores, a falta de participação da sociedade em cobrar qualidade e a incompetência dos nossos líderes em não saber monitorar e ajustar o planejamento estratégico para o atingimento de sua finalidade. Na opinião de vocês, celebrar contratos de resultados com os órgãos (não estou dizendo as OSCIP's), prevendo punições, metas e benefícios, é um método eficaz de melhoria?
Eu creio que os acordos de resultados podem representar ferramentas eficientes para movimentar a gestão dos órgãos.
ResponderExcluirEvidentemente, é desafiadora a relação entre a área "meio", que propõe o acordo, e a área "fim" que deve participar da definição das metas e dos resultados esperados, e executá-los, mediante o acompanhamento da área "meio". Essa relação precisa ser muito bem construída e cuidada.
A partir disso, creio que o acordo de resultados pode trazer impactos positivos na estrutura da área fim, com a criação dos processos de gestão necessários para a consecução das metas definidas, na melhoria da comunicação e até potencialmente da gestão do conhecimento.
Olá,
ResponderExcluirContratos de resultados podem auxiliar a administração. É preciso reconhecer que já existem mecanismos que poderíamos chamar de contratos de resultados. Alguns exemplos que conheço no âmbito do IFG:
. a instituição é acompanhada pelo Tribunal de Contas da União, pela Controladoria Geral da União, pelo Ministério do Planejamento, Ministério da Educação e Ministério Público. Todos esses órgãos cobram e exigem modificações em diversos aspectos institucionais;
. relatórios anuais de gestão são publicizados e encaminhados a órgãos superiores. Esses relatórios são utilizados para monitorar, rankear e cobrar a instituição.
. o orçamento da instituição está atrelado à quantidade de alunos.
Acho que podem ajudar de certa forma, mas não que sejam uma solução. Esta me parece uma solução provisória e que pode esconder as deficiências da administração. Porque a instituição pode obter esse resultado esperado de outras maneiras que não sejam a real solução do problema da eliminação do modelo burocrático, cobrando de maneira excessiva, por exemplo, os servidores ou ‘maquiando’ alguma real situação. O ideal seria de fato a implantação gradual, que seja, do modelo gerencial, e o enfrentamento e solução dos problemas levantados.
ResponderExcluirOs contratos de gestão celebrados à luz do proposto pela reforma administrativa de 1995, visando aumentar a autonomia dos órgãos executores e prevendo formas de controle baseadas em resultados, ao meu ver foi uma boa alternativa para o serviço público como um todo. Acredito que cada acordo e cada resultado obtido deva ser estudado em separado, mas no geral, é uma boa alternativa para modernização da gestão.
ResponderExcluirAcredito que pode ser uma solução provisória, porém não resolve o problema da burocracia, me parece que simplesmente estou lavando as mão e passando o problema para outra instância. Essa unidade, agora cobrada, poderá destratar seus funcionários para atingir os resultados sem resolver os problemas internos que causam a falta de eficiência. Ademais, também poderiam adotar o mesmo modelo e passar o problema para outras instâncias com novos contratos. O problema/responsabilidade vai sendo transferido até a base da piramide, que serão os punidos pela má gestão dos superiores.
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