Aula 05 - Daniel Stone

 

O artigo de Marcia Cristina Esteves Agostinho propõe a “Administração complexa” baseada na teoria da complexidade. Os princípios dessa nova proposta de administração são: autonomia, cooperação, agregação e auto-organização. Estes princípios trariam benefícios como a adaptabilidade, diversidade, aprendizados, menos erros e outros.

Em seu estudo de caso, ela analisou uma empresa e percebeu que apenas a formação do indivíduo não garantia um desempenho melhor. A proposta da administração complexa foi então analisada em uma outra unidade da empresa e obteve excelentes resultados.

Contudo, devido ao sucesso, os profissionais desta unidade ficaram em evidência e foram transferidos para outras unidades ocasionando a perda do desempenho obtido.

Como esse modelo prevê a redução de cargos de comando e diminui o número de pessoas envolvidas, você acredita que um dos motivos para “ignorar” o sucesso foi o medo de perder os cargos de comando e/ou os empregos com uma possível reformulação da administração da empresa? Quais outros motivos você imagina?

Comentários

  1. Olá Daniel,
    neste exemplo citado, penso que uma possível causa dos profissionais em evidência terem sido transferidos para outras unidades pode ser a perda do poder por parte dos diretores. Além dos fatores "racionais", como o alinhamento de objetivos para uma maior eficiência nos processos da empresa, fatores comportamentais também devem ser considerados. Caso a implantação da administração complexa não foi algo internalizado pela estrutura de comando da organização, e muito menos o sucesso dos resultados teve a participação deste grupo, provavelmente esses profissionais se sentirão ameaçados, podendo inclusive agir visando os próprios interesses.

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  2. Olá Daniel,

    Acredito que a nova visão de gestão não foi implementada na empresa como um todo. A alta direção, ao perceber o sucesso da unidade estudada pode ter considerado esse sucesso como fruto da capacidade de alguns profissionais, e os realocou para unidades com menor sucesso.

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  3. Daniel, penso que talvez haja esse "receio" organizacional em abraçar uma mudança tão disruptiva de uma maneira mais abrangente, mudando a cultura organizacional da empresa. O projeto "piloto" parece ter sido bem sucedido, mas como o restante da organização ainda trabalha no modelo "antigo", os profissionais acabaram ficando visados e "engolidos" por outras demandas. Creio que esse processo seja até bem comum, quando não há um fortalecimento claro e um patrocínio forte para a política. É um desafio complexo, mas que a organização teria que estar disposta a encarar.

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  4. Daniel, creio que as mudanças sempre tragam medo e receio tanto nas lideranças quanto nos colaboradores, por isso aceitar uma grande mudança como essa seja complicado, mesmo tendo dado certo em uma unidade da empresa. Essa ideia da administração complexa deve começar na alta cúpula da empresa e depois ser inserida por eles na cultura da organização, assim imagino que as mudanças seriam mais bem aceitas e gerenciadas.

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  5. Daniel,

    Respondendo sua pergunta, creio que sim, mudanças geram medos, e uma melhor administração pode levar a redução ou reformulação de cargos. Outros fatores que podem ter levado a alta direção a "ignorar" esse sucessos, seja falta de implementação desse modelo na mesma, e em outros setores da empresa. Criar ilhas de excelência em uma companhia pode ser perigosos, se não for bem trabalhada essa questão pode gerar, rivalidade e até retaliação de outros setores.

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