Aula 3 - Beatriz

    A gestão do conhecimento também conhecida como inteligência competitiva, é facilmente percebida em organizações privadas, mas quando se analisa as organizações públicas, percebe-se que a cultura de inovação ou de aprendizagem organizacional ainda é bem incipiente em muitos órgãos. Quelhas (2016) explica que essa cultura precisa estar presente e ser flexível, pois “não basta ter uma política consolidada de planejamento se efetivamente, ela não puder sair do papel” (p.14).

    Na perspectiva de Ferreira (2007) , alguns desafios dificultam a implantação da gestão do conhecimento no setor público como os estilos gerenciais inadequados presentes, a cultura e clima organizacional que não estimula à colaboração e o compartilhamento de informações, a descontinuidade frequente de políticas públicas, estruturas e projetos, um sistema frágil de reconhecimento, recompensas e punições, além de modelos de comunicação inadequados e que não privilegiam a transparência.

    Sendo assim, percebo que o desafio para a administração pública é grande. Ao mesmo tempo, é possível perceber que em algumas instituições, o capital humano tem alterado o ambiente organizacional. Como em nossa turma temos muitos servidores públicos, gostaria que relatassem se a gestão do conhecimento se faz presente nas organizações de vocês. Se sim, comentem de que forma isso acontece e se não, quais os motivos que atrapalham a implantação de modelos de gestão assim no seu órgão.

Comentários

  1. Beatriz, a gestão do conhecimento está presente no meu local de trabalho através de cursos, manuais, treinamentos, palestras, dentre outros.
    Porém, boa parte do chamado conhecimento tácito ainda se encontra praticamente inacessível para alguns. Acredito que uma cultura de maior colaboração e dialogo tanto entre colaboradores como entre os departamento, bem como de continuidade dos servidores em suas funções melhoraria esse aspecto.
    Percebo um esforço institucional em gerir o conhecimento, mas sem uma mudança que envolva o fortalecimento da comunicação e cooperação entre os servidores essa gestão não trará resultados efetivos.

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  2. Beatriz, no meu local de trabalho vejo a gestão do conhecimento, assim como o Paulo, através de cursos, treinamentos e palestras. Assim que ingressei, fiz alguns cursos para me ajudar nos processos e procedimentos do dia a dia e posso dizer que me ajudaram sim, porém ainda assim esses cursos trazem um conhecimento muito mais teórico do que prático. Os melhores treinamentos, que trazem benefício ao servidor e ao órgão, são aqueles que unem o conhecimento explícito e o tácito.

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  3. Beatriz, creio que a gestão do conhecimento em minha área de trabalho é deficiente, mas a gestão está de alguma forma atenta a isso, inclusive tentando implementar novas iniciativas. Como o mapeamento e registro dos processos em manuais. Porém, vejo que, tentar fazer isso sem que se crie uma estrutura própria, seja destacando ou trazendo um servidor que fique encarregado exclusivamente disso, ou liberando um pouco a carga de trabalho existente dos servidores, separando um horário adequado para que esse trabalho seja desenvolvido, acaba que os servidores, em pouco tempo, são sugados pelas suas rotinas normais e acabam não desenvolvendo a nova atividade a contento. Assim, a tendência é de que a gestão do conhecimento continue deficitária. Da mesma forma que a estrutura estadual oferece cursos, por meio da escola de governo, muitas vezes é difícil conseguir a liberação, ou mesmo tempo hábil, para realizar tais cursos. Durante a pandemia, algumas iniciativas de compartilharem links de palestras e treinamentos externos têm acontecido, mas não são iniciativas sistemáticas.
    Por tudo isso, posso afirmar que, a partir de minhas impressões, a gestão do conhecimento pode até fazer parte das preocupações de alguns gestores públicos, mas está longe de ser uma prioridade, o que faz com que não seja operacionalizada de maneira satisfatória.

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  4. Beatriz,
    Foi um começo difícil, mudar a cultura e conscientizar a todos da importância de documentar os processos e ações para que os outros possam utilizar. Hoje temos uma base de conhecimento que mantemos atualizada com todos os procedimentos e conhecimentos adquiridos ao longo do tempos de forma que qualquer novo colaborador possa ter toda a facilidade em executar qualquer atividade. Também participamos de cursos e treinamentos que são interessantes porém acredito que a base de conhecimento seja muito mais útil por conter detalhes que não são encontrados facilmente em qualquer lugar, só por que já vivenciou aqueles problemas.

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  5. Olá Beatriz, percebo que a Administração Pública vem avançando em uma melhor gestão do conhecimento, entre outros exemplos que percebo em meu dia a dia destaco a criação e a manutenção da Base do Conhecimento dos processos gerados no SEI, pelo menos no âmbito da UFG, a maioria dos processos criados no SEI já vêm acompanhados de uma base de conhecimentos robusta, ali é possível resgatar informações como descrição do processo, fluxo, documentos necessários e base legal entre outras informações bastante úteis para o usuário. Acredito ser uma iniciativa que contribuí muito para dirimir as dúvidas e padronizar os processos.

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