Aula 3 - Bruno
Bom dia, caros colegas! No cenário da GRP - Government Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Pública, o enfoque principal se dá no gestor público como elemento chave para as mudanças. Assim, os processos de comunicação entre os variados atores, de diferentes níveis hierárquicos na esfera pública, ganha destaque. Nesse contexto, gostaria de propor uma reflexão sobre a relevância do processo de feedback para a otimização da comunicação organizacional.
No estudo intitulado "As novas configurações da Gestão Pública: comunicação conhecimento e pessoas", Michelle Ferreira destaca a importância da existência de um processo de feedback contínuo para que se garanta que, nas organizações, a informação flua e seja transmitida em um sistema aberto, compreendendo todo o conjunto de indivíduos e fatores dinamicamente relacionados, formando assim uma rede de comunicação e reações, desenvolvendo, assim, os processos e atividades necessários para a consecução dos objetivos organizacionais.Isso posto, gostaria de saber de vocês o que pensam sobre o assunto e se já houve alguma iniciativa de processo de feedback na organização em que trabalham ou em experiências passadas. Se positivo, qual tipo de feedback foi utilizado e, em sua opinião, como foi a experiência como um todo?
Bruno,
ResponderExcluirBoa questão. Acredito que o feedback para o colaborador é essencial, tanto nas organizações públicas como nas privadas. É através dele que o funcionário poderá saber se esta no caminho correto, e de que forma é possível melhorar. Eu me recordo de receber e dar feedbacks durante os períodos de treinamento, tanto quando eu estava aprendendo uma função nova quanto quando eu estava ensinando. Era um processo formal e obrigatório, que eu julgava como uma boa forma de preparar o novo servidor, bem como de ouvir ele em relação ao treinamento recebido. Em outros casos, não me lembro de trabalhar com feedback formais, e os informais sempre considerei como escassos, insuficientes para evolução do serviço prestado.
Olá Bruno!
ResponderExcluirConcordo com o Paulo, é essencial que um colaborador receba feedbacks. A ausência de um feedback (uma resposta, um retorno) de como está o seu trabalho pode deixar o funcionário desmotivado. Para o crescimento real é importante que ele seja contínuo, pode ser um feedback positivo ou negativo, mas sempre construtivo.
No meu dia a dia do trabalho recebo mais feedbacks informais, mas nem sempre muito construtivos. Quanto a feedbacks formais me lembro da minha última avaliação de desempenho no trabalho. No caso da UFG acontecem anualmente e as progressões de salário por mérito estão atreladas ao resultado da avaliação.
Bruno,
ResponderExcluirVejo que o sistema público como um todo carece de ferramentas e, principalmente, incentivos para a presença de um ambiente mais receptivo aos feedbacks. Hoje grande parte do processo de feedbacks está atrelado à uma questão normativa e burocrática que a chefia superior precisa cumprir, seja para a avaliação de desempenho no estagio probatório dos servidores, seja para as progressões nas carreiras.
Penso que, assim como ocorre bastante na iniciativa privada, o sistema de feedback deve ser mais incentivado tanto informalmente quanto formalmente para propiciar um ambiente de crescimento pessoal e com aumento de desempenho.
Comentário de Luiz Leonardo
ResponderExcluirBruno, acredito sim no valor do feedback. Essa prática, quando bem utilizada, gera muitos benefícios, pois aumenta a integração e empatia entre as pessoas. O que não pode (e infelizmente é o que se vê constantemente) é usá-la para cumprimento de ritos formais, para ficar somente no papel. Creio que ao cair nesse erro, a organização corre o risco de desmotivar os colaboradores que muitas vezes esperavam um retorno e um direcionamento de seus superiores.
Tenho somente cinco anos na administração pública, mas o que vejo é que as instituições não se preocupam com isso, deixando para a "boa vontade" do gestor em aprender e aplicar algumas práticas de gestão.
Bruno, muito relevante o seu questionamento!
ResponderExcluirTenho pouco tempo no serviço público e mesmo assim em quase 2 anos só tive um momento próximo a um feedback com o meu gestor em minha avaliação de desempenho do estágio probatório. Em contrapartida, na iniciativa privada o feedback era uma constante em minha vida profissional. No meu caso, percebo que a grande diferença é que antes o meu gestor era um executivo com formação em gestão e hoje é um professor ocupando um cargo de gestão, mas sem instrução para isso. Em muitos casos, percebo que a falha está em não preparar essas pessoas para os cargos de gestão que ocupam o que fazem não só do feedback, mas de várias outras ferramentas de gestão inexistentes em nossos ambientes de trabalho.