Aula 3 - Luiz
Olá, colegas.
No texto de Alexandre Nocolini, que analisa o futuro dos administradores, podemos fazer um paralelo ao nosso trabalho funcional. Todos nós, discentes do Profiap, somos servidores públicos e possivelmente, num futuro próximo, poderemos assumir cargos de chefia e direção em nossos órgãos.
A partir desse assunto, existe, na sua realidade, uma preocupação por parte da administração pública (governo e governantes) em formar pessoas aptas a desenvolver um bom trabalho, que seja pautado na justiça, na eficiência e em outros atributos desejáveis para um gestor?
Luiz,
ResponderExcluirinfelizmente eu não vejo isso. A iniciativa de entrar no PROFIAP foi inteiramente minha ao perceber uma deficiência minha nesse assunto e perder uma oportunidade pela falta de conhecimento na área. O "incentivo" que a área pública dá é apenas a gratificação extra (não sei se todos tem recebem esse gratificação). Não existe preocupação em verificar as deficiências de cada local e incentivar a qualificação de seus funcionários para resolver o problemas.
Olá Luiz,
ResponderExcluirO governo através do sistema de meritocracia já quis selecionar, remunerar e avaliar servidores pelas suas capacidades e méritos, mas de verdade, eu não vejo isso acontecer não.... Como servidores, já desanimamos muito quando vemos cargos altos sem tanta qualificação ganhando salários absurdos, gerentes sem preparo, dentre outras situações que temos que engolir e imaginamos o que acontece em outros órgãos.... Se no alto escalão às vezes não há preparo, nem compromisso, isso já desmotiva pela metade o servidor.... Como o Daniel falou, muitas vezes não há incentivo à qualificação, eu mesma não vou receber nada pelo meu mestrado quando terminar, porque nosso plano de cargos foi modificado e não traz mais esse benefício.
Olá Luiz,
ResponderExcluirO universo da administração pública é muito diverso, podemos observar desde casos de nepotismo, indicação política e "cabide de empregos", até carreiras bem estruturadas. No caso do IFG muitos cargos exigem formação superior, a instituição oferece inúmeros cursos de capacitação, e o plano de carreira é um incentivo à formação e qualificação. Acredito que a instituição deve investir na gestão do conhecimento (treinamentos, troca de experiência) como forma de melhoria constante.
Luiz, vejo que, na realidade do serviço público estadual, há iniciativas pontuais nesse sentido. Talvez essa seja a única realidade possível em uma instituição tão grande e composta de agentes tão díspares, mas gostaria de poder contar com uma gestão muito mais "humana" e preocupada com o bem estar das pessoas. Acredito que isso constituiria servidores muito mais satisfeitos que, por fim, prestariam serviços com melhoria contínua. Dito isso, algumas das iniciativas que podem ser apontadas, incluem a existência da Escola de Governo, que oferece cursos muito variados (um dos problemas "culturais" é que muitos servidores não conseguem dispensa junto às suas chefias imediatas para frequentar cursos desejados); capacitações pontuais para servidores ocupantes de cargos de gestão. Para além disso, observo que o estado, de uma maneira geral, fica "sufocado" em sua própria grandeza e não consegue implementar uma política ampla, forte e geral de valorização das pessoas.
ResponderExcluirOla Luiz,
ResponderExcluirneste ponto gostaria de fazer um comentário bem pessoal segundo uma percepção (talvez míope) que tenho sobre a qualidade do serviço público e iniciativas. Primeiramente, o setor de rh nas instituições públicas funcionam basicamente como um setor de "folha de pagamento". Ao contrário de grandes empresas multinacionais, onde se procura desenvolver e avaliar o funcionário, dando suporte a alta direção a tomar decisões, nas instituições públicas o próprio diretor ou chefe, para se manter no cargo, não se interessa em aprimorar a meritocracia. Não vejo nada institucionalizado que garanta justiça na formulação de políticas de carreiras. No final, os bons cargos são sempre comissionados, escolhidos através de indicações políticas.