Aula 4 - Ana Luíza

No final do segundo capítulo do livro Imagens da Organização, Gareth Morgan cita algumas limitações da ideia da organização como uma máquina. Afirma que essa abordagem mecanicista traz dificuldades de adaptação às mudanças e impede a criatividade e as inovações. 

A inovação em uma organização aumenta a sua vantagem competitiva no mercado, aumentando até mesmo as suas chances de sobrevivência. Nos órgãos públicos não há essa ideia de “competição entre empresas”, mas você acha que a inovação é primordial para a melhoria dos serviços prestados?  Lembra de alguma inovação implantada no seu local de trabalho que chamou sua atenção?

Comentários

  1. Bom dia, Ana Luíza! Entendo que há diferentes perspectivas de inovação. Em síntese, vislumbro três cenários principais:
    1 - Empresa consolidade que busca procedimentos inovadores para manter-se no topo do mercado.
    2 - Empresa que inova seus procedimentos sem que isso traga impacto de fato em seu funcionamento (meramente procedimental)
    3 - Empresas defasadas que necessitam de inovações para sobreviverem no mercado.

    Em minha visão, a administração pública brasileira encontra-se no terceiro exemplo e constantemente adota posturas do segundo. A inovação cabível no cenário atual é cultural, com foco em reduzir a burocracia e o patrimonialismo, a fim de que forneça um serviço público que funcione. Pensar em grandes mudanças com o objetivo de tornar a administração pública brasileira uma referência me parece um tanto quanto utópico.

    Obviamente que há no País órgãos públicos eficientes e que trabalham com inovações no sentido de surpreender o cidadão, trazendo procedimentos altamente eficientes, porém, o próprio senso comum nos diz que são minoria.

    A inovação que entendo possível é a inovação cultural (em um primeiro momento).

    ResponderExcluir
  2. Ana,
    Acho que a inovação é primordial em qualquer modelo de organização. Não acredito que a inovação esteja atrelada à modelos específicos de organização. No exemplo do setor público, continuamos burocráticos, mas agora no lugar do papel, "inovamos" e utilizamos o SEI para gerenciar os processos. É a mesma burocracia mecânica porém se atualizando/inovando na forma de realizar as mesmas tarefas.

    ResponderExcluir
  3. Ana, acho que o fato dos órgãos públicos terem uma reputação comprometida com a sociedade se dá muito em função de mal utilizarmos a inovação na gestão e na prestação de serviços. Portanto, acredito sim que ela é fundamental. Como o colega Daniel citou acima, acredito que a mais recente implementação do órgão que eu atuo é o SEI que conferiu muita celeridade aos processos que antes eram físicos. Acho que nesse contexto de pandemia, já estamos percebendo que muitas inovações podem permanecer para conferir agilidade na gestão pública.

    ResponderExcluir
  4. Olá Ana Luíza,

    Eu acho a inovação sempre essencial, porque as mudanças no mundo hoje estão acontecendo muito rapidamente e as pessoas estão sempre muito atentas a tudo. Apesar de os órgãos públicos não terem que concorrer com outras empresas, eles tem como objetivo prestar sempre o melhor serviço com eficiência e os cidadãos estão cada dia mais bem informados e cada dia mais exigentes, porque têm como referência as empresas privadas. Eles sabem dos seus direitos, sabem de quem cobrar, e como cobrar. A inovação traz rapidez, modernidade, novas maneiras de fazer as coisas, muitas vezes observando o que seu público está precisando e tudo isso traz melhoria e eficiência aos atendimentos. É muito fácil, hoje, por exemplo, divulgar um atendimento ruim, que logo estará em todas as redes sociais, com milhares de visualizações, e deixar manchada a imagem de um órgão e de seu presidente ou de um governante, que quer ter aprovação de seu eleitorado. A maior importância da inovação e de todas as tendências em administração que criem melhorias para uma empresa, no setor público, é proporcionar um bom atendimento ao cidadão para melhorar ou manter a boa imagem do órgão perante a sociedade. As inovações de que eu me lembro mais onde eu trabalho foram nos sistemas de tecnologia. Houve também parcerias com conselhos profissionais para elaboração de projetos.

    ResponderExcluir
  5. Oi Ana!
    Creio que sim, a inovação seja também imprescindível na esfera pública e na melhoria dos serviços públicos prestados aos "clientes", os cidadãos, que, além de tudo, são sujeitos de direito nessa dinâmica. Portanto, concordo que muitas vezes a gestão pública não possua esse enfoque, porém ele seria extremamente bem vindo. Já trabalhei em uma equipe que tentava ser um "ponto fora da curva" na gestão pública. Éramos a área meio que tentava "mover" as áreas fins, mapeando, organizando e auxiliando no monitoramento dos projetos. E, posteriormente, reunindo todas as informações para montar a governança e levar a informação até o topo da cadeia hierárquica. Creio que o principal diferencial nessa equipe, para além da introdução de conceitos modernos na área da gestão, era o enfoque nas pessoas. O cuidado com as parcerias firmadas e a quantidade de cursos de autoconhecimento que nos eram oferecidos para tentar aprimorar tais características.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Aula 3 - Makário

Aula 5 - Makário

Aula 3 - Beatriz