Aula 4 - Bruno
Boa tarde, pessoal!
Avila, Moraes e Eloi (2013) encerram sua pesquisa sobre organizações como prisões psíquicas postulando o seguinte:
O indivíduo aprisionado, só poderá ser liberto ao tornar-se consciente da sua situação de prisioneiro, e assim questionar as possibilidades e desafios encontrados fora do muro da prisão trazendo enormes benefícios para as pessoas individualmente e para as organizações, fornecendo uma alternativa para o pensamento grupal, encoraja-nos a lidar com as relações de poder que marcam o desempenho da vida organizacional e identifica muitas barreiras à inovação e à mudançaVocê concorda com essa afirmação? Já observou alguma situação em que pôde identificar-se (ou identificar colegas) inseridos nesse contexto de organização como prisão psíquica?
Olá Bruno,
ResponderExcluirGareth Morgan também desenvolve a metáfora de prisão psíquica baseando-se no
filósofo Platão que desenvolveu uma parábola, conhecida como a alegoria da caverna. Compartilhando com a opinião do autor, vejo que pode ser criado até mesmo de forma inconsciente através de ideias, pensamentos, regras e ações, armadilhas mentais capaz de descontruir a realidade por insegurança, comodismo ou até por estereótipo pré-estabelecidos. Como exemplo, posso citar o caso da indústria de automóveis americana na década de 70 que não percebeu o crescimento da indústria japonesa por confiar excessivamente em seu sucesso.
Boa noite, Bruno! Ao ler o texto que você postou lembrei-me do Mito da Caverna, de Platão. Creio que a situação apresentada seja corriqueira tanto na administração pública como na iniciativa privada. Por vezes percebo uma atuação automática do servidor público. Uma vez inserido apenas cumpre o modelo pré-estabelecido e em grande parte das vezes não encontra espaço para desenvolver metodologias inovadoras. A própria chefia do órgão pode não se dar conta desse engessamento e adotar práticas da gestão anterior. Vemos muito foco nos processos e pouco foco nos resultados.
ResponderExcluirBoa tarde Bruno,
ResponderExcluirÉ um bom questionamento. Eu concordo com o autor, e acredito que já identifiquei colegas nesse contexto de prisão psíquica. Determinadas empresas possuem um cultura tão forte, que criam uma espécie de "mundo paralelo", com normas que não seriam bem vistas fora dela. Determinados comportamentos e regras acabam sendo vistas como naturais pelos empregados, que se prendem a elas, sem questionar, sem buscar inovar. Como bem citado pelos colegas Santiago e Eduardo, o mito da caverna de Platão é uma analogia eficaz para entender esse fenômeno, onde os personagens se encontram te tal maneira presos a uma realidade incompleta, que acabam por ignorar o que ocorre no mundo ao redor deles.
Olá Bruno, concordo com a afirmação sim, tive a experiência de trabalhar em um ambiente onde as decisões eram extremamente centralizadas, os colegas se sentiam inibidos a propor soluções a problemas cotidianos da organização, realmente ao ler o seu questionamento vejo que "estavam presos", mesmo que ainda de forma inconsciente. Após mudanças na direção da organização, percebi que o grupo de colegas foi encorajado a contribuir mais no processo de inovação e mudanças, alcançando benefícios para as pessoas tanto individualmente quanto para a organização como um todo.
ResponderExcluirOlá Bruno,
ResponderExcluirPartindo da ideia das metáforas organizacionais de Morgan, a percepção da organização como uma prisão psíquica nos permite pensar quais são os pensamentos, ideias e crenças profundas que fundamentam o estilo da administração. Me parece uma reflexão a ser feita em qualquer organização, ajudando a entender por que uma organização "é como é", e ampliando os horizontes de possibilidades do que uma organização "pode ser".