Aula 4 . Paulo Morgensztern
Gareth Morgan, em Imagens da Organização (1996)
afirma que segundo a Teoria da Contingência não existe um modelo ideal de
administração das empresas, devendo essa se adaptar ao ambiente em que está
inserida, conforme as tarefas que executa.
Dentre
os exemplos apresentados pelo autor está a fábrica de rayon, que devido a sua
estabilidade, organizada em padrões hierárquicos bem definidos e por produzir
produtos padronizados acaba por adotar o modelo mecanicista, diferente de uma
empresa de eletrônicos que
trabalha em um ambienta altamente imprevisível, com mudanças tecnológicas
rápidas e padrão de autoridade informal, onde adota-se o modelo mais orgânico.
Nesta
obra, o autor nos apresenta o estudo desenvolvida por Lawrence e Lorsch que
aprimorou o entendimento sobre o modelo contingencial, ao entender que ele pode
ser aplicado a cada parte da organização devido as características especificas
de cada subunidade, existindo setores que necessitam de estruturas mais
burocráticas que outros por exemplo.
Isto posto, peço que respondam ao seguinte questionamento:
Dentro
do órgão onde você atua, existe diferenciação na gestão das subáreas? Em quais
setores vocês dariam maior ênfase a uma administração voltada para o
organicismo ou para o mecanicismo?
Paulo, imagino que no órgão onde atuo há sim diferenciação na gestão das áreas e subáreas. Por ser ligado a educação, temos o ensino, a pesquisa e a extensão. Em alguns setores o trabalho é mais mecânico, repetitivo, com tarefas diárias, como por exemplo em uma secretaria que vai apoiar outros setores que exigem mais criatividade e inovação, como a parte de pesquisa e extensão.
ResponderExcluirBom dia, Paulo! No órgão em que atuo há clara predominância do mecanicismo. Os procedimentos geralmente são longos, burocráticos e não são alteráveis com facilidade. O que se percebe é que há certo organicismo nos setores diretamente ligados às atividades legislativas, pois devem estar abertos às necessidades da população. Porém, os setores ligados às atividades administrativa são a grande maioria.
ResponderExcluirOlá Paulo,
ResponderExcluirAcredito que cabe um questionamento aqui. Será que são as características das tarefas que indicam o melhor modelo organizacional? A escolha de um modelo organizacional não reflete algo que podemos chamar de 'visão de mundo', com elementos culturais e sociais?
Agora, mais diretamente sobre sua pergunta. Identifico que setores onde se concentram profissionais de uma mesma áres de formação apresentam características específicas na organização do trabalho.
Paulo,
ResponderExcluirVejo dentro do setor que trabalho as duas características. Temos tarefas de rotina, consolidadas e bem documentadas que são realizadas diariamente de forma mecânica, porém também temos outras atividades bem orgânicas, que precisam se adaptar a todos momento e estamos sempre a procura de novas soluções além também de incentivarmos a procura de inovações para o modo de se realizar as tarefas.
Paulo, vejo que na área em que atuo, onde existem 3 gerências específicas com diferentes atribuições, acaba existindo sim uma diferenciação intuitiva da gestão. Há uma área que é bastante mais técnica e com atividades de gestão e manutenção de um sistema de informações, que acaba funcionando no que poder-se-ia apontar como modelo mecanicista. Por outro lado, há uma gerência que trabalha os dados oriundos de diferentes sistemas, confeccionando relatórios que atendem ao mais variado tipo de usuários e, portanto, possui certa visibilidade maior. Dessa forma, a gestão é feita de uma forma mais orgânica. Atualmente tem existido um esforço por "profissionalizar" a gestão, inserindo-se demandar de gestão do conhecimento, do tempo e das tarefas com o mapeamento de processos. Espera-se que, com isso, a gestão possa se dar de uma forma mais clara e assertiva e menos "intuitiva".
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