Aula 5 - Bruno - Cultura organizacional e liderança
Saudações a todos!
Em seu estudo, Vasconcelos et al. (2009) concluem que
(...) os elementos da cultura organizacional e a atuação das lideranças interferem diretamente na criação de um ambiente propício para o compartilhamento do conhecimento organizacional. Práticas de disseminação de valores, crenças, visão e missão da empresa, apoiadas pela atuação de lideranças que facilitam o processo de comunicação promovem o incentivo ao diálogo, a autonomia e a liberdade (...)Nesse contexto, proponho os seguintes questionamentos: 1) Como vocês enxergam a capacidade de liderança das pessoas que ocupam os cargos acima de vocês na hierarquia institucional em que estão inseridos. Há uma atenção deliberada para a cultura organizacional e a gestão do conhecimento? 2) Como avaliariam a instituição em que atuam neste mesmo sentido? Há uma preocupação ativa e iniciativas em relação à gestão do conhecimento, em especial o tácito, não explícito?
Olá Bruno,
ResponderExcluir1. Aqui em meu ambiente de trabalho não vejo uma relação entre habilidades de liderança e ocupação de cargos de chefia. Por um lado são muitos os elementos que levam alguém a ocupar um cargo de chefia, e por outro lado não existe uma clareza sobre o papel de uma chefia, para além de uma maior quantidade de tarefas e responsabilidades.
2. Existem iniciativas de gestão do conhecimento voltadas para o conhecimento explícito. Porém, com relação ao conhecimento tácito, ocorre bastante comunicação horizontal de dúvidas e aconselhamentos, por iniciativa das pessoas.
Olá Bruno,
ResponderExcluirEu concordo que as lideranças têm o poder de criar este ambiente propício ou não. As empresas que tem estas lideranças capazes de disseminar os valores e facilitar a comunicação dando essa autonomia e liberdade, terão sempre uma vantagem competitiva sobre as outras. Mas eu vejo pessoas que acham que tem um perfil de líder, e que na verdade não levam o menor jeito para cargos de chefia. Vejo também gestores muito carismáticos, que se dão muito bem com seus subordinados e deram muito certo nessa função, e que eu acredito que fazem bem esta gestão do conhecimento entre os seus subordinados. Na empresa onde eu trabalho acontece de as lideranças mudarem bastante (no alto escalão); elas não ficam muito tempo no cargo, mas é uma empresa com uma visibilidade muito grande para o governo; lá não há esta preocupação com gestão do conhecimento, nem iniciativas de criação e compartilhamento de conhecimento; não há preocupação de identificar ou criar novos conhecimentos ou com a criação de ambiente de aprendizagem contínuo, nem de proporcionar um ambiente propício pra haver estas interações entre as pessoas. A transformação do conhecimento tácito em explícito seria como os autores colocaram no texto fator de grande vantagem lá também, a meu ver.
Bruno
ResponderExcluirEm meu órgão de trabalho sinto que há sim um preocupação ativa e iniciativas em relação à gestão do conhecimento. Acredito que o fato de ser um instituição de ensino público facilita o ambiente favorável para o desenvolvimento de tais iniciativas, uma vez que um dos principais ativos oferecidos pela instituição é o próprio conhecimento e a sua disceminação. Vejo também o mesmo reflexo disto em minha chefia imediata.
Contudo, ainda existem as ressalvas quando a lentidão e os empecilhos burocráticos, que são típicos do Setor Público brasileiro até então.
Boa tarde, Bruno! Excelente questionamento, pois nos dá a possibilidade de analisar a realidade da administração pública de forma concreta. Em meu ambiente de trabalho quase a totalidade das chefias que possuem poder de impactar a administração de forma mais eficiente encontram-se ocupadas por servidores mais antigos, geralmente com grande capacidade de comunicação. Já quando olhamos a formação acadêmica, percebo que os servidores mais novos estão muito à frente nesse quesito. A Escola do Legislativo é um projeto existente em meu órgão que fornece cursos aos servidores, entretanto, geralmente, são cursos curtos e sem grande impacto na formação do servidor.
ResponderExcluirBruno, vejo no órgão onde trabalho uma atenção a gestão do conhecimento, com programas de capacitação dos servidores e incentivos. Quando iniciei minhas atividades busquei fazer vários cursos e tive apoio da minha chefia, alguns cursos trouxeram um conhecimento que depois de aplicado no meu dia a dia se tornou tácito. Mas em relação aos cargos de chefia vejo que nem sempre está relacionado a habilidade daquela pessoa, muitas vezes a relação é com conhecer as pessoas certas ou até mesmo em estar disposto a ter toda aquela responsabilidade sem receber muito mais por isso.
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