Aula 5 - Santiago Francisco

Olá, colegas!

Provavelmente, alguns administradores ainda não estejam preparados para ver o poder de organizar sair de suas mãos em direção a uma “mão invisível”.

Feita tal afirmação e considerando que a insegurança do administrador pode ser um fator que potencialize a centralização de poder, segue o questionamento: vocês conhecem algum exemplo na administração pública de efetiva distribuição de poder entre a equipe? (chefe consultado por seu ponto de vista, não por sua autoridade). 

Comentários

  1. Santigo,

    Acredito que devido ao nosso modelo atual, onde o chefe é responsabilizado pelos atos de seus subordinados, é difícil ocorrer a descentralização do poder uma vez que ele não aceitaria ser punido devido a alguma falha de seus subordinados. Ademais, como ele é o questionado sobre o progresso das atividades, a centralização "ajuda" a manter o controle sobre as atividades feitas por seus subordinados.
    Já vi poucos exemplos de chefes que dão alguma liberdade, porém sempre que é uma decisão "maior" a palavra final sempre deverá ser dele, independente da posição dos demais subordinados, geralmente por falta de conhecimento e despreparo sobre o assunto, escolhendo a solução mais simples e confortável.

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  2. Olá Santiago,

    Em meu local de trabalho percebo alguns aspectos dessa distribuição de poder mais horizontal, ainda que essa não seja a maneira como a organização se estrutura. Ocorrem muitas consultas, aconselhamentos e colaboração horizontal. Mas isso depende muito das iniciativas e relações pessoais.

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  3. Oi Santiago,

    Eu acho que a descentralização requer uma administração segura, uma liderança forte em cada departamento. Os chefes devem estar bem treinados. Não conheço exemplos de distribuição de poder, descentralização efetiva de poder, delegação real. Eu costumo ver gerentes fazendo reuniões, dizendo pedir participação, mas no final das contas mesmo, não levar em conta as opiniões, os anseios dos subordinados, nem tampouco a alta direção. No fim, eles dizem que estão ouvindo, mas fazem o que já iam fazer mesmo, ou o que é interessante politicamente pra eles.

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  4. Santiago, interessantíssima reflexão.

    No contexto do ambiente do Executivo Estadual, integrei uma equipe de "Executivos Públicos" que ajudava os órgãos finalísticos a gerir uma carteira de projetos prioritários definidos pelo Governo Estadual (GMCI), facilitando também a governança dos projetos, levando a informação desde a fonte, até o mais alto escalão. Esse projeto tinha o patrocínio forte da alta direção (Governador) e percebemos que isso foi imprescindível para que bons resultados e uma modernização na gestão tenham sido verificados. Essa equipe era liderada por um "corpo" de servidores composto por 4 líderes bem distintos. Isso dava uma dinâmica muito interessante para a equipe, ao passo em que as responsabilidades e gestão de cada projeto, em certa medida, ficavam a cargo de cada executivo, individualmente. Nesse sentido, creio que tenha ocorrido essa distribuição que você mencionou. Ainda assim, é claro que existiam também problemas e pontos que poderiam ter sido mais aprimorados. Mas o interessante é que sempre tínhamos muitos treinamentos em autoconhecimento e reuniões semanais de equipe, o que ajudava muito na manutenção da energia da equipe. Assim, considero que foi uma experiência muito interessante, ainda que bastante pontual e que foi descontinuada com a mudança de governo. Desse modo, creio que as lições aprendidas e as melhores práticas deveriam ter sido incorporadas à cultura organizacional da instituição, e a gestão dos conhecimentos poderia ter sido mais efetiva.

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  5. Santiago, em meu local de trabalho vejo um pouco de compartilhamento de decisões, por exemplo, minha chefe costuma discutir comigo algumas questões antes de tomar decisões, mas como a responsabilidade destas decisões cairiam nela imagino que em algum momento que tivermos opiniões bem contrárias ela não seguiria pelo meu ponto de vista. A descentralização de poder é importante mas para que a ideia dê certo imagino que deva haver também o compartilhamento das responsabilidades sobre as decisões.

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