Olá colegas,
Conforme Vasconcelos et al., o conhecimento
tornou-se vantagem competitiva para as empresas, e é necessário que haja um ambiente
propício para sua criação, utilização e disseminação – para isso , é necessário
ter uma liderança comprometida com sua promoção e elementos da cultura
organizacional. O estilo da liderança e o papel que ela exerce refletem na cultura
organizacional. Os esforços atuais das empresas têm sido no sentido de criar um
ambiente propício para que estas interações ocorram.
“... é relevante refletir sobre a atuação das lideranças, uma vez
que seu posicionamento em termos de estilo e papéis refletem e é refletido nos
elementos da cultura organizacional.”
“Entretanto, para Ichijo (2008), a cultura de uma organização
pode também representar uma barreira para a criação e compartilhamento do
conhecimento.”
De acordo com estas afirmações do texto e sobre cultura
e liderança, o que fazer para crescer e obter conhecimento quando é esse o caso
- para romper essa barreira? Qual é a
saída quando há um a liderança fraca ou muito autoritária, que
prejudica a disseminação do conhecimento?
Oi Paula! Bom questionamento!
ResponderExcluirCreio que esse cenário de liderança "fraca" ou "muito autoritária", infelizmente, é MUITO comum no setor público, pela falta de capacitação na área de gestão dos ocupantes dos cargos de chefia, por diversos motivos, como já apontaram alguns colegas em outros fóruns. Nesse sentido, acho que não há muita escapatória a essa liderança para os subordinados, a não ser que haja um processo disruptivo, como uma rodada de feedbacks para todos os níveis, sendo que as pessoas precisariam estar abertas a ouvir. Assim, creio que medidas pontuais e individuais dos servidores subordinados acabariam tendo pouco efeito nesse cenário e não prosperariam muito, salvo raras exceções. Assim, creio que a "salvação" seria mesmo a sensibilização da mais alta direção para a necessidade do aprimoramento da cultura organizacional para lançar atenção a essa problemática.
Comentário de Luiz Leonardo
ResponderExcluirOlá, Paula.
Acho que para esse assunto é bem complicado, porém, muito presente nas instituições. Infelizmente, acho que a causa é a escolha dos gestores por viés político, ideológico, parental e outras situações que não o desempenho. Ao escolher essas outras alternativas, quem determina o gestor está criando um sistema que insustentável, balizado em interesse e não na missão de existir do trabalho.
Para se resolver isso, creio que demorará, mas acho que não há outro caminho. Como opinião, creio que falte ainda uma maior transparência de todos os atos do serviço público, na tentativa de aproximação com a sociedade, pagadora dos impostos, bem como uma mudança nas avaliações de desempenho das instituições, criando-se metas, objetivos, mensuráveis e claros, que imputem responsabilidade àqueles que são gestores.
Isso fará que um gestor pense duas vezes antes de escolher seus pares para atingir suas metas. Mas infelizmente, traçar e atingir objetivos e metas, não é algo comum no serviço público. Ainda trabalhamos bastante sobre demanda.
Paula, ótimo questionamento, bem parecido com o meu.
ResponderExcluirAssim como os colegas, vejo que nas organizações públicas é muito comum vermos uma liderança que se torna uma barreira para a criação e compartilhamento de conhecimento. Imagino que para romper essa barreira deverá haver uma mudança na alta cúpula, começando na escolha dos gestores, que hoje são escolhidos mais por questões políticas. Acho que o serviço público já vem passando por mudanças e melhorias, mas ainda temos muito caminho pela frente.
Olá Paula,
ResponderExcluirÓtimo questionamento, infelizmente, uma resposta efetiva ainda parece distante... as lideranças despreparadas e/ou extremamente autoritárias que estão disseminadas pelas organizações públicas são um problema sim, mas a causa a meu vez está lidada diretamente à cultura organizacional pública, que não prioriza o desenvolvimento dos servidores a obterem um melhor desempenho, não se incentiva, por exemplo, o aprendizado, produtividade e eficiência das chefias. O aprendizado e a melhoria de desempenho fica a critério do servidor, como geralmente não haverá qualquer tipo de punição, simplesmente estas disfunções continuam.
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ResponderExcluirOlá Paula,
ResponderExcluirMuito bom o seu questionamento. Acredito que no caso de haver um liderança que debilita a disseminação do conhecimento (algo comum no serviço público), seja por falta de habilidade, seja por falta de vontade; a cultura organizacional de promoção da gestão eficaz do conhecimento acaba sendo prejudicada.
A solução para esse problema passa por melhor seleção, capacitação e acompanhamento do desempenho daqueles que ocupam cargos de chefia, o que na administração pública muitas vezes não ocorre devido a critérios políticos.