Aula 4 - Paula Cristina

 

Olá colegas,

 Em seu livro “Imagens da Organização”, Gareth Morgan nos fala sobre a metáfora ‘CULTURA’ – ‘Organização como fenômeno cultural’ – definindo as organizações como minissociedades, com seus valores, rituais, ideologias e crenças próprias, que têm seus próprios padrões específicos de cultura e subcultura. Para ele, a cultura determina o caráter da organização, podendo ser causa de fracasso ou de sucesso. Algumas culturas são fortes, outras são fragmentadas porque tem subculturas. Para apreciar a cultura, deve-se observar o dia a dia da empresa como se fosse uma pessoa de fora. Ver a interação entre as pessoas, a linguagem usada, os temas das conversas, os rituais. Explorando estas razões, descobre-se explicações para como as coisas são feitas. Ele deu exemplos de que a cultura nas empresas da Grã-Bretanha é marcada por divisão, conflitos de classes; Nos EUA é extremamente competitiva, exibicionista, com preocupação em ganhar e ser recompensado; no Japão a cultura é de cooperação e serviço. E exemplos de empresas em que uma cultura é fragmentada, onde havia 2 subculturas bem distintas e conflitantes; outra em que a cultura tinha senso de equipe e inovação, com foco em entusiasmo, participação, comunicação aberta e informalidade; e outra que chamou de selva corporativa, com uma liderança forte e rígida, com uma administração implacável, fazendo os funcionários trabalharem no limite da capacidade, muito competitiva, com base em confrontação, intimidação e medo, interrogatórios, lealdade às metas mais que lealdade aos colegas. Há culturas mais rígidas, outras mais flexíveis; onde se pensa antes de fazer e onde se aprende fazendo; empresas onde há processos bem mapeados e outras onde não há; onde há centralização, onde há delegação; onde o trabalho é mais individual ou mais em equipe;   

Com base nestes aspectos e nestes exemplos, vocês já observaram a cultura da empresa em que trabalham? Em que tipo de cultura e liderança vocês acham que elas poderiam se enquadrar?

Comentários

  1. Olá Paula,
    a tua pergunta gerou pra mim uma interessante reflexão sobre a cultura da minha organização... Posso estar enganado, mas vejo um modelo fragmentado com visões de gestão variando de uma diretoria para outra. Infelizmente presencio conflitos diários devido a divergências de conceito, aonde uma equipe se sente "mais preparada que a outra", delega-se atividades que deveriam ser priorizadas e centraliza-se operações que não agregam tanto valor... Até mesmo encontro valores que não se encontram no planejamento estratégico da empresa, mudando de uma pessoa para outra.

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  2. Paula, a visão que tive nos órgãos em que já trabalhei foi a de uma liderança tradicional, com todos aqueles aspectos relacionados à centralização de poder, dependência e burocracia. Em um ou dois momentos tive contato com líderes mais modernos, que focavam na delegação de funções e abriam mão da figura de chefe, se tornando alguém admirado pela equipe. A percepção que tive dessas experiências foi a de que houve melhora no clima organizacional nas ocasiões em que a equipe era motivada a tomar decisões. Melhorias nos processos também foram notadas. Imagino que o processo de mudança em pastas burocráticas seja tão lento e desgastante que desmotiva os servidores a apresentaram projetos.

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  3. Paula, no contexto em que estou inserido, como apontado pelo Eduardo, também percebo uma cultura organizacional "inexistente" ou fraca e permissiva, o que ocasiona com que cada subunidade adote determinadas práticas de acordo com o estilo de condução de cada chefia. Difícil falar em liderança quando os "chefes" não possuem clareza sobre tudo o que envolve uma boa liderança.

    Assim, creio que há um longo caminho até que se estabeleça uma cultura organizacional de fato efetiva.

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  4. Paula,
    Acho que a cultura da nossa instituição, e das públicas em geral, é seguir a cabeça do chefe/líder atual. Não existe uma cultura central da organização. Sendo assim, acredito que existam várias subculturas. No meu local em particular, é baseada em equipe e inovação. Incentivamos a comunicação e a troca de ideias, mas conheço colegas em que a chefia não procura (e nem quer) saber a opinião dos subordinados, impondo regras rígidas para a realização das atividades.

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  5. Comentário de Luiz Leonardo

    Olá, Paula.

    Minha percepção é bem parecida com a dos demais colegas. Acredito não existir uma cultura organizacional (nem em um futuro próximo) dentro da administração pública em geral. Infelizmente depende do gestor atual, que coloca, sob sua vontade, o que deve ser feito e como deve ser feito.

    Acho que, ao estarmos assim, corremos o risco de depender da boa vontade do gestor e ser uma servidor responsável, dinâmico e que saiba gerenciar. Na maior parte das vezes até da certo, porém, existe o risco.

    Para melhorar, acho que o serviço público precisa de uma atenção em relação à gestão, colocando metas, prazos, objetivos e responsáveis. Isso fará com que o desempenho seja algo a ser buscado todos os dias, o que também exigirá líderes mais presentes, ativos e dinâmicos, favorecendo o desempenho geral.

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